Tempo e destruição em imagens poéticas

Nas minhas escavações pela web, encontrei um fotógrafo incrível, que faz o tipo de imagem que me agrada, tanto pelo tema quanto pelas cores. Senhoras e senhores, mister Andrew Moore. Em lugares como Havana, Ucrânia, Bósnia, Vietnam e Detroit, ele busca evidências da passagem do tempo e períodos emaranhados, sobrepostos. Suas fotografias capturam a beleza deslumbrante de grandeza e sua dissolução.

Gosto particularmente das imagens sem pessoas, que evidenciam ainda mais a ruína, o inabitável. Penso sempre se um dia meu prédio (de nove andares) vai ser baixo demais então pela especulação imobiliária será demolido como as últimas casas do calçadão de Copacabana. Em quantas décadas/séculos Ipanema pode ser uma área abandonada da cidade, como a zona portuária?

Quem vai para Búzios já deve ter visto um casarão a uns 20 metros da estrada, no lado direito. O que antes devia ser uma imponente fazenda, hoje abriga o Museu de Arqueologia que raramente vejo aberto. E o terreno, que por uma eternidade foi uma imensidão, está ali repartido, por uma grande rodovia.

O tempo não perdoa, e como em uma viagem no tempo, nas fotos de Moore damos uma espiada em um futuro que não foi de forma alguma promissor.

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