80 anos de Sylvio Back na Cinemateca do MAM

Para comemorar os 80 anos do premiado cineasta Sylvio Back (Blumenau, 1937), a Cinemateca do MAM exibe, de 20 a 26 de novembro, com entrada gratuita, seus doze longas-metragens, todos remasterizados. A mostra esteve anteriormente, com grande sucesso de público, em Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre.

A Mostra “Sylvio Back 8.0 – Filmes Noutra Margem” reúne os filmes: “Lance Maior” (1968), “A Guerra dos Pelados” (1971), “O Contestado – Restos Mortais” (2010), “Aleluia, Gretchen” (1976), “Rádio Auriverde” (1991), “Yndio do Brasil” (1995), “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro” (1999), “República Guarani” (1982), “Guerra do Brasil” (1987), “O Universo Graciliano” (2013), “Lost Zweig” (2003) e “Revolução de 30” (1980).

Complementam ainda o evento, uma exposição de fotografias de seus filmes e um catálogo, a ser distribuído aos espectadores, com ensaios das professoras Rosane Kaminski e Solange Stecz, autoras de estudos sobre o cineasta, e do cineasta catarinense, Zeca Pires, além de texto do próprio Back comentando o significado simbólico de seus 80 anos. O catálogo traz ainda verbete da Enciclopédia do Cinema Brasileiro atualizado sobre a obra do cineasta, que abrange 38 filmes, 24 livros publicados, dez roteiros, nove poemas, além de
contos e ensaios.

Sylvio Back comenta que “nesse embalo de garimpo existencial é que topei dar passagem a esta inestimável retrospectiva fílmica para cravar minha nova idade”. “Que os filmes falem por mim, eles sempre foram melhores do que eu! Que o digam as dezenas de colaboradores com quem, prazerosamente, compartilho a honra e a obra que, se subsiste, é graças ao estro e à expertise deles”.

O cineasta revela que guarda “ralas e rasas glórias do passado a festejar”. “Pelo contrário. Em quantas meu cinema foi omitido, esquecido, desqualificado, ridicularizado, vitima de incompreensões, ou surdamente, patrulhado à direita e à esquerda, só porque caminho com os próprios pés e não alimento espírito de horda. Jamais flertei com o público, a crítica ou a mídia”. “São seis décadas circunavegando pela cultura brasileira a bordo de uma obra aberta, que não procura apascentar almas ou fundar verdades unívocas, nem levar o espectador pelas mãos. Adoro deixá-lo na maior orfandade, apenas com suas idiossincrasias, literalmente, consigo próprio. Ele cá e os filmes incólumes nas telinhas e telonas pelos anos afora”, completa.

A Cinemateca do MAM fica na Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo. Funcionamento: de segunda a domingo, às 17h e 19h. Entrada gratuita.

PROGRAMAÇÃO

Dia 20 (segunda-feira)
19h – Abertura oficial
Exibição de “Lance Maior” (1968), seguida de conversa com Sylvio Back

Dia 21 (terça-feira)
17h – “A Guerra dos Pelados” (1971)
19h – “O Contestado – Restos Mortais” (2010)

Dia 22 (quarta-feira)
17h – “Aleluia, Gretchen” (1976)
19h – “Rádio Auriverde” (1991)

Dia 23 (quinta-feira)
17h – “Yndio do Brasil” (1995)
19h – “Cruz e Sousa – O Poeta do Desterro” (1999)

Dia 24 (sexta-feira)
17h – “República Guarani” (1982)
19h – “Guerra do Brasil” (1987)

Dia 25 (sábado)
17h – “O Universo Graciliano” (2013)
19h – “Lost Zweig” (2003)

Dia 26 (domingo)
17h – “Revolução de 30” (1980)
19h – “Lance Maior” (1968)

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