A obra verde-amarela de Tarsila do Amaral

The Museum of Modern Art, de Nova York, apresenta a individual Tarsila do Amaral: Inventing Modern Art in Brazil, até o início de junho.

Com organização do curador Luis Pérez-Oramas, esta é a primeira exposição nos Estados Unidos dedicada exclusivamente à artista. A mostra reúne mais de 100 obras, incluindo pinturas, desenhos, cadernos, fotografias e documentos históricos extraídos de coleções em toda a América Latina, Europa e Estados Unidos.

“Quero ser a pintora do meu país”, escreveu Tarsila do Amaral (1886–1973) em 1923. Nascida no final do século XIX em uma família de donos de cafezais em São Paulo, a pintora estudou piano, escultura e desenho antes de partir para Paris em 1920 para participar da Académie Julian, a famosa escola de arte que atraía muitos estudantes internacionais.

Durante as estadias subseqüentes na capital francesa, ela estudou com André Lhote, Albert Gleizes e Fernand Léger, cumprindo o que ela chamou de “serviço militar no cubismo”, chegando finalmente ao seu estilo de assinatura de paisagens vibrantes e sensuais e cenas cotidianas.

A exposição no MoMA é focada em sua produção fundamental da década de 1920 e mapeia seu envolvimento com uma comunidade artística cada vez mais internacional, bem como seu papel crítico no desdobramento do Modernismo no Brasil.

Em 1928, ela pintou Abaporu para seu marido, o poeta Oswalde de Andrade, representando uma figura alongada e isolada com um cacto florido. Essa pintura de referência inspirou o Manifesto da Antropofagia e tornou-se o estandarte de um movimento artístico transformador, que imaginou uma cultura especificamente brasileira decorrente da digestão simbólica – ou “canibalismo” artístico – de influências externas.

Abaixo, dois vídeos sobre a mostra, um do Canal Curta! e outro, um debate sobre a pintora, realizado no MoMA.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *