Ma: a importância da pausa e do silêncio

Luisa Duarte assina a curadoria da coletiva “Ma” que será inaugurada na quarta-feira, 22 de novembro, na galeria Luciana Caravello Arte Contemporânea. A exposição reúne cerca de 20 obras recentes e inéditas, entre pinturas, esculturas, objetos e intervenções, que tratam da importância da pausa e do silêncio, em um mundo com tantas informações.

Participam os artistas: Alexandre Canonico (Pirassununga, 1974), Ana Linnemann (Rio de Janeiro, 1958), André Komatsu (São Paulo, 1978), Anna Maria Maiolino (Calábria, 1942), Daniel Steegmann Mangrané (Barcelona, 1977), Fernanda Gomes (Rio de Janeiro, 1960), Leticia Ramos (Santo Antônio da Patrulha, RS, 1976), Lucas Simões (Catanduva, SP, 1980), Manoela Medeiros (Rio de Janeiro, 1991), Marcius Galan (Indianapolis, EUA, 1972), Maria Laet (Rio de Janeiro, 1982), Mira Schendel (Zurique, 1919 – São Paulo,1988), Nicolás Robbio (Mar del Plata,1975), Paloma Bosquê (Garça, SP, 1982), Rodrigo Cass (São Paulo, 1983), Romain Dumesnil (França, 1989), Túlio Pinto (Brasília, 1974), Valdirlei Dias Nunes (Bom Sucesso, Paraná, 1969) e Vivian Caccuri (São Paulo, 1986).

Os trabalhos possuem uma geometria sensível, paletas rebaixadas, com cores de baixa intensidade, que se contrapõem ao mundo atual, onde temos sempre muitas imagens, muitas cores e muitas informações por todos os lados. “São obras que caminham na contramão de um presente marcado pelo regime do espetáculo, da aceleração e da hipervisibilidade”, afirma a curadora.

A maioria das obras da exposição é recente ou inédita e algumas, como dos artistas Paloma Bosquê, Manoela Medeiros, Rodrigo Cass e Vivian Caccuri, foram produzidas especialmente para a mostra. Mesmo seguindo esta linha, a curadora optou por também incluir a obra “Buraco ao Lado”, de Anna Maria Maiolino, que faz parte da
série “Desenho Objeto”, de 1976/2005. O emblemático trabalho, que foi incluído por se enquadrar na proposta da mostra, é composto por diversos papeis brancos sobrepostos e recortados, que são colocados dentro de uma caixa de madeira com vidro.

“Em meio a uma época na qual a arte é convocada a escolher e verbalizar, constantemente, uma posição sobre o mundo, ou seja, possuir um discurso, escolher um lado, narrar situações do âmbito real, ‘Ma’ surge recordando a importância da pausa, do intervalo, do vazio necessário para que algo possa, novamente, ser dito de forma potente”, diz a curadora.

O nome da exposição vem da palavra japonesa Ma, que pode ser traduzida como a experiência do espaço que inclui elementos temporais e subjetivos. A exposição é a continuação de um projeto recente da curadora Luisa Duarte, que já realizou outras duas mostras seguindo esta mesma linha de pesquisa. O nome da mostra surgiu a
partir de um texto da crítica e curadora Kiki Mazzuchelli sobre a obra de Paloma Bosquê, que estava presente em uma dessas mostras.

A mostra vai até o dia 21 de dezembro. A galeria Luciana Caravello Arte Contemporânea fica na Rua Barão de Jaguaripe, 387 – Ipanema. Funcionamento: de segunda a sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 11h às 15h. Entrada gratuita.

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