Revista EtCetera nos 27 anos de CEP 20.000

A primeira vez a gente nunca esquece. E a minha foi no Espaço Cultural Sérgio Porto, durante uma edição do CEP 20.000, lá em meados de 1996. Era o lançamento de um dos números da Revista Et Cetera e foi ali que vi pela primeira vez meu nome publicado em um impresso. Puta que pariu. Nem sei como descrever a emoção. Um enxurrada de adrenalina, dopamina, sei lá mais o quê que na hora eu tive a certeza exata que o jornalismo seria o meu caminho. Isso em pleno ano de vestibular pra Medicina. Tudo a ver. Mas eu era muito boa em Química e Biologia. Mas isso foi no século passado e todo esse conteúdo se apagou da minha mente.

Ontem rolou a festa/evento de 27 anos de CEP. Mais uma vez no Humaitá e mais uma vez com a Et Cetera. Vinte anos depois, um crowdfunding tornou possível o lançamento de uma compilação das revistas. E fui lá buscar meu livro, pensar o que mudou nessas duas décadas. Sentir nostalgia não só de 1996, quando virei caloura de Comunicação, me apaixonei pelo Cinema Novo, pelos Mutantes; mas também lembrar do meu fanzine, o Bandit, que em sua primeira edição entrevistou o Guilherme Zarvos (homenageado ontem com a banda Zarvolex Dark Pop), e foi lançado no MAM Rio, em outro evento do Chacal, Almanaque 99 (pré anos 2000!!!).

E ontem tive a companhia do meu filho mais velho, que olhou tudo maravilhado. Não entendeu as poesias – e porque as pessoas gritavam palavrões. Curtiu os apitos, as balas, o show do Cabelo. Mostrei o Luiz Zerbini, que estava na platéia. É um dos grandes artistas visuais brasileiros. – Melhor que eu?, ele perguntou, na segurança dos seus oito anos de idade.

O tempo passou, o CEP é quase trintão. Eu sou jornalista que pouco viu seu nome impresso nos papéis, por desde os primórdios trabalhar com web. Cabelos brancos pintados, filhos, contas, vida adulta, que faz pequenas viagens no tempo e toma lufadas de juventude em noites como essas.

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